e esse amor que tem crescido em mim, esse crescente amor por você, tem me feito tão melhor. passei a ver la vie en rose. passei a acreditar na beleza que você vê em mim. passei a sorrir sem o menor motivo, ou melhor, no melhor motivo: você. e percebi que me amo quando te amo. então isso que é o amor? sentir o coração palpitar no menor contato, pensar em você até e inclusive quando estamos juntos (na tela do computador). e te amar mesmo tão distante. e te amar mesmo tão inconstante. e te amar. te amar. te amar. mesmo sem saber o que você faz direito, mesmo tendo te conhecido tão pouco de perto. te conheci tanto e tão de longe. e meu coração agora é tão seu. então isso que é o amor? quando você não sabe ainda. quando você não tem certeza. quando os outros caras parecem só outros caras. quando nada e tudo parecem poder fazer parte do mesmo você. e meu olho começou a brilhar, as pessoas notaram. e meu sorriso não parece mais fragilizado. meus sonhos já não são mais esquecidos no momento que abro meus olhos. meus dias não parecem mais tão curtos, pelo contrário. parecem uma eternidade. quase do tamanho da distância que nos separa. enquanto você construiu sua casa aqui no meu peito mas ainda mora em outro continente. então se isso é amor eu quero que jamais acabe. então se isso é amor quero que cresça mais a cada dia, até se tornar do tamanho desse oceano que por hora nos separa.
2012-01-02
2011-08-27
this is not a love song.
Parada no bar, olhando você escolher sua bebida, percebi suas maneiras, seu jeito de conquista barata e seu charme pobre de palavras fracas. seu sorrisso nem é tão bonito assim, seus olhos nem são tão encantadores. bebendo whiskey-cola com gelo num copo de acrílico, fumando para cacete, rindo das minhas piadas toscas e dançando sem jeito. arrisco dizer que você não faz meu tipo, é verdade. mas, enquanto danço para você e tento te ensinar salsa, você me olha e então, basta. não existe palavra, música, bebida ou outro alguém. é só o teu olho que me basta. como se eu tivesse parado a pista e dançado para você e você parasse sua vida para me ver dançar. e te sinto me querer em um estado de urgência que... ah, se eu te pego. desejo não é estado permanente, não é mesmo? mas não precisamos de muito, só fogo e alcool. e arde. e queima. não é fácil resistir com você provocando assim.
2011-07-13
caminhando entre nuvens.
sobre sonhos e poesia, minha vida tem se constituído mais leve e suave nos últimos meses. as dificuldades ainda existem. alguns sofrimentos são para toda a vida. os defeitos continuam a me machucar esporádicamente. as palavras estão cada vez mais escassas. meu coração está cada vez mais cheio. então experimentei viver no corpo de uma novidade, de uma notícia fantástica, de uma imaginação. experimentei, por um dia ou mais, viver ao som da minha música favorita como se tudo coubesse nas minhas mãos e toda a beleza estivesse nos meus olhos. experimentei acreditar na minha maior verdade e vivê-la, sem que ninguém me impedisse. não é (im)possível. pensei menos em consequências. penso menos no sofrimento futuro. se estou fadada a sofrer, decidi deixar para mais tarde. só deixei para amanhã, o mal futuro. sei que meu coração vai se partir a qualquer momento. meu amor é difícil, complicado, cheio de barreiras. mas, por hora, me faz tão bem. então decidi não sofrer pelo que acontecerá. eu tenho que tentar ser feliz. eu tenho que me deixar ser amada, ao menos que um pouco. eu tenho que descobrir o que é o amor em mim e nos outros. então vou começar.
2011-06-12
paixão de um lado só.
"- Você tem um imaginação muito fértil, querida", disse um amigo. esse é o ponto exato em que nossos sonhos se partem. eu não quero alguém para escrever um futuro comigo agora. eu quero só passar um tempo e ver como amar também pode ser momentâneo e leve, se você assim decidir. quero caminhar sem rumo e sem ter medo de perder a direção, a cabeça e os sentidos. quero guiar meus passos por um atalho para dois. chega de presenciar paixões de um lado só. chega de eu ou você gostando, eu ou você querendo. nunca dá certo, não é mesmo? então vamos parar de imaginar o futuro, eu juro que tento se você tentar também. porque, enquanto eu vejo tudo em pólos positivos e verdades criadas para nós, você vê o oposto: a negação. ou o contrário. ou as duas coisas ao mesmo tempo: eu e você, nos amando louca e imensamente, como se só existisse esse minuto - e o minuto seguinte fosse uma surpresa, um desespero de uma lágrima - e, ao mesmo tempo, nos negando como que em oração. não quero, não amo, não espero, não desejo, não sinto. penso que deveríamos deixar só a primeira parte acontecer e ver o que acontece, o que você acha? vamos correr o risco de andar juntos nesse caminho curto. se não der certo, a outra estrada começa logo ali.
2011-05-29
gota.
nada nos impede nas eternas possibilidades e impossibilidades que nos rodeiam. eu esperava ter a mesma habilidade para dizer em palavra falada da mesma forma que em palavra escrita. seria tão mais fácil se eu tivesse a coragem necessária para isso. seria tão mais admirável. mas também seria pouco solene e sutil, fugindo do meu eu. então eu desejo que você apenas imagine que eu estou interessada por suas palavras e dedicações alheias a mim. eu desejo, com intensa vontade de concretização, que você me note na pista, na areia, no mar, na rua, no céu. eu quero que você me veja aqui, aguardando sua próxima ação, repleta de palavras para te entregar e sentimentos. me olha aqui: sentada, calada, fria. completa de ausências. e vem mudar esse estado. vem mudar esse país inabitado que é o meu peito. vem me trazer alguma esperança de amor ou de dor, não importa qual, só vem. eu não espero uma imensidão; uma prova já é de bom tamanho. como quando você é um alcoólatra: após um longo período de abstinência, qualquer gota já é suficiente para despertar aquela vontade bruta, voraz e instigante que estava adormecida. eu só quero uma gota. vem.
2011-05-24
2011-05-22
sensibilité.
incrível minha capacidade de acreditar em sensibilidade: tocar e sentir, separadamente e, as vezes, ao mesmo tempo. tenho a impressão de manter meu coração fora do meu corpo por algum tempo para sentir o vazio da falta de sentimentos e depois recolocá-lo no lugar e sentir um turbilhão de acumulados inconstantes. tenho vivido muitos bons momentos e nenhum excepcional. não existe mais exagero nessa vida em que estou e talvez seja o momento de mudar. nada radical demais, nada arriscado demais. desaprendi com certos erros ao invés de aprender com eles. essa talvez seja outra sensibilidade minha: desatenção. muitos são detalhistas, e eu o sou, mais sou também desatenta. quando você se prende a ideia de entender tudo sobre algo, de entender o âmago das pessoas e coisas acima de você e ao seu redor, é onde você mais perde detalhes. e, perfeccionista como sou, não suporto(aria) conviver com uma falha dessa. não acompanho meus raciocínios e talvez pensar nisso me faça ainda mais perdida em relação a eles. tenho criado uma certa aversão aos sentimentos em geral e isso me prende ainda mais. mesmo sem querer me prender, me sinto constantemente engaiolada por tudo o que mais prezo e admiro: a palavra e o amor. a primeira me engaiola na atual falta de possibilidades. já a segunda, me engaiola em sua ausência. como eu já disse diversas vezes: desaprendi o amor. não sei como funciona, não me pergunte. apenas coleciono palavras de amor, escritos, cartas, livros, fotografias e filmes, algumas memórias distantes e uma gaiola preenchida pela falta seca e amarga. como uma maçã apodrecida. como um coração doente. como uma boca recem vomitada. mas eu permaneço na crença de que mudanças ainda são possíveis, sentimentos são mutáveis na mesma proporção que instáveis. eu ainda acredito, você não?
Assinar:
Postagens (Atom)
