2009-02-10

há algo em mim.

há algo em mim tentando sair. não o identifiquei ainda mas, ás vezes, não sei se esse algo me é ou se eu o sou. tenho a suave impressão de que pode se tornar mais forte se não lhe for permitida a saída. há algo em mim e esse algo me é feroz. me arranca, me machuca, me prende.
[...]
uma dor estranha e não identificável, uma dor que não pausa, não descança, não pára. me pergunto, no vazio, se há a certeza da dor. também não afirmo que dói em verdade pois não sou médica e não sou dada a autodiagnósticos. limito-me a dizer que há algo em mim e esse algo tenta o impossível: libertar-se de uma não libertada.
[...]
desista, não há maneira.